domingo, 11 de outubro de 2009

Construindo algumas fantasias, desfazendo outras...


Quase três horas depois, um telefonema. Eles avisando que a garota sumiu, que não está em lugar nenhum, mas não parece ter saído da casa. Sim... A sensação que tenho é que ela realmente não saiu. Pego o endereço, volto a espada pro lugar e vou ate lá.
Uma casa enorme! Ele deve ter MUITO dinheiro... Acho que vou abrir um hospital também.

-Lancaster, se eu achar essa menina, ganho um estetoscópio?
-Tá... – sem entender, arrogante como só ele.
-Então me arruma uma bacia com água.

Na outra memória, quando se passou um mês do leilão, Henry estava muito mais consciente das coisas, mais até que eu. Me ensinou o “truque” de me concentrar olhando alguma superfície reflexiva para facilitar a passagem para o outro lado. E funcionava.

Bacia com água na frente, me sento em posição de lótus e me concentro. Logo estava do outro lado.

A casa dele era fria ao extremo, estando ali. Muito escuro, mas não como Jonothan ou Zós deixavam os lugares... Era sombrio. Chamo a garota, Anne. Em pouco tempo, a resposta.

-Você não devia estar aqui. É perigoso demais pra gente como você.

Ok, cadê a menina do “sim, mestre” ou “posso, mestre?”, que só falava se Lancaster permitisse, e só não era mais submissa porque não aparentava ter nenhum tipo de problema mental? Mas eu não ia perguntar isso ali, naquele lugar.

-Anne, estão procurando por você. Estão preocupados.
-Não sabia que já havia se passado tanto tempo assim... Vá. Eu volto agora mesmo.
-Não achei seu corpo na casa.
-Venho para cá de modo diferente de vocês. Eu rasgo a realidade.
-Como Amélia? Ou a Fúria?
-Você a conhece?
-Sim... Uma longa historia. Sabe se existe algum filhote chamado Henry?
-Não vou saber pelo nome humano.
-Loiro, alto, olhos muito azuis. Uma tatuagem de uma asa presa a algo parecendo de metal, com um parafuso, nas costas, do lado esquerdo?

-Sim... O Rasga-Terra.
-Hein?? Rasga –Terra?? Porque isso? – estava gelada por dentro mais que aquele ambiente me mantinha por fora. Então ele era mesmo um deles. Mas ele ainda jogava! Eu não conseguia raciocinar... Ele corria risco demais! – Quem o ensina?
-Fúria.
-Anne, preferia que fosse você.
-Não sou tão mais velha que ele para isso. Agora vá. Os espíritos estão ficando cada vez mais difíceis de controlar, eles podem te ferir. Conversamos em outro lugar.
-Tudo bem.

Me concentro e volto. A volta é sempre mais fácil. Acordo amparada pelo Lancaster. Eu aparento um desmaio quando vou para o outro lado, mas esqueci de avisar.

-Você está bem??
-Sim, obrigada, doutor... Ela já vem. Cadê meu estetoscópio?

Segundos depois, Anne aparece. Vou com ela a outro cômodo da casa para terminarmos de conversar. Ela me explica que precisa criar um elo forte com um nexus para conseguir se manter na cidade, que só assim a permanência deles, do tipo deles, é conseguida, por isso todo o teatro com Lancaster. Me conta também que Henry só fica na cidade porque o nosso elo o mantém ali. Agora entendo... E se depender de mim, ele continua em Londres.

Voltamos para a minha casa. Lá os caras me contam que colocaram a placa numa centrifuga, e foram transportados a outra dimensão, onde encontraram um anjo. Só que agora a inscrição (que era o nome do tal anjo) havia sumido. Sem saber por que, imaginamos varias teorias. Tempo para usar de novo, limite de uso atingido, e outras coisas do tipo.

Mostro a espada. Erick tenta tocar, mas ele não consegue segura-la e diz que espada está muito quente, além de correr um fio de sangue sobre as inscrições dela, quando aproximamos ela dele. Lancaster pega a espada e a roda no ar. Para assustado, dizendo que ouviu gritos de pavor e medo, mas que por um momento, foi agradável. Eu pego a espada, giro e tenho exatamente a mesma sensação. Erick continua sem conseguir tocar a espada, e ela sangra sempre que a apontamos para ele.

Sem mais idéias, peço que não falem a ninguém, e digo que confiar em pessoas que já estão nessa há mais tempo pode ser perigoso. Que era melhor mantermos as coisas entre nós. Eles concordam.

Vamos até o hospital buscar meu estetoscópio. No caminho passo num sex shop e compro algumas coisas interessantes. Numa loja própria próxima ao hospital, um vestido e sapatos brancos. Levo Anne comigo para que ela possa respirar sem ter que fingir. Lancaster se dá conta e pergunta:

-Médica ou enfermeira?
-Não é da sua conta! E que diferença faz? Não é pra você! – rio e entro no carro. Dessa vez, SEM a Anne. Mas vou falar com Jono. Tenho muito a contar à ele sobre esses dias insanos...

2 comentários:

Augusto Molkov disse...

E o grupo SUPER UNIDO E LEAL tá formado. HUahuahuahuahua. Preciso de um nemo para o agrupamento de nexus... vampiros forma uma Coterrie, Lobsomens uma matilha e magos uma cabala... Nexus formam o que? (Circo, não vale).

Lunna disse...

Haushaushausha

Tá quaaaaaase isso mesmo! Nessa bagunça, acho que não vai existir outra opção!

Beijinhos!

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Lembre-se antes de comentar: TODOS os fatos são fictícios e as imagens meramente ilustrativas, ok?

 

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