sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Arrumando a casa


Agora eu precisava colocar minha cabeça no lugar. Tinha que agir com calma e discretamente. Chambers queria que eu fosse até ele, senão ele simplesmente recriaria todo um mês na minha memória e eu nunca desconfiaria. Mas eu não podia fazer isso. Não agora.

Fui ao outro lado e as aranhas me ajudaram a encontrar Miguel. Contei o que houve e sutil como só ele, me sugeriu ir até o Chambers e bater nele até ele confessar, sem deixar que ele se concentre, evitando que ele me faça perder mais da minha memória. Não era bem o que eu pensava em fazer. Em último dos últimos casos, pode até servir... Não! Pára, não vou fazer isso...

Ligo pro cara que vai arrumar meu note. Ele tava numa boate, e não ia sair de lá. Disse que pagava dobrado e ele me deu o endereço. Nos encontraríamos no “escritório” dele.

Espero na porta, e ele não é lá como eu pensava. Era tanta bagunça lá dentro que eu não tinha nem onde sentar. Combinamos o preço, que ele trabalharia direto até conseguir e que nem atenderia telefonema se não fosse meu. Ele pareceu gostar do “serviço de espionagem pesada”.
Melhor assim. Era um processo químico, mas ele conseguiria salvar meus dados, só ia precisar de um HD novo, que tava incluído no preço. Preciso voltara pra casa agora.

Quando saio vejo um homem encostado no meu carro, me olhando. Devo tá muito ferrada...

-Khodasevich?
-E você quem é?
-Direta. Hector Haggis. Você me procurou há algum tempo.
-Pode até ser... Sabe, ando com a memória meio fraca. O que você quer?
-Aqui não é um bom lugar para conversarmos. Podemos ir à algum outro?

Escolho um lugar cheio, um pub ali perto. Ele vai a pé e eu de carro. Passo por ele, chego no pub, entro, e o cretino tava lá, de pé ao lado da porta, me esperando! Cara, eu tenho que rever minhas amizades... No mínimo os meus “contatos”...

Nos sentamos. E ele começa a falar muita coisa que fazia sentido.

-Você me procurou há pouco mais de duas semanas. Sabia que corria o risco de perder suas memórias, queria alguém que não estivesse no meio da guerra pra te ajudar. Um pouco mais confiável que os que estão na frente das coisas, hoje.
-O que eu te disse?
-Que sabia que seus pais tinham um segredo. As pequenas discrepâncias na historia deles, o fato de eles parecerem familiar aos antigos da cidade... Eles faziam parte da cidade há anos atrás. Desta cidade, deste grupo.
-Meus pais??? Diana Trevor Verkko e Isaack Rainer Khodasevich?
-Sim. Só conheço um casal com esses nomes. Quem mais seria?
-Mas... Então... Porque eles sempre fingem não saber de nada? Eles SABEM que isso é hereditário, porque não me ajudam?
-Porque eles não sabem... Você não está entendendo, Shantel. Eles não sabem.
-Como assim???
-Alguém não quer que a sua família se lembre quem ela é... Você de alguma forma, tem uma certa resistência à esse jogo de manipulação de memórias. Como você consegue eu não faço idéia. Mas certamente consegue.
-Eu te dei alguma pista sobre alguma coisa?
-Não a mim, e nem deixaria nada fácil demais. Se você escondeu alguma coisa, não vai encontrar nunca. Não tem algo que seja só seu?
-Sim... As coisas da minha filha...
-Você tem uma filha?
-Era pra ter... Perdi o bebê, durante um assalto.
-Não quero saber. Não precisa contar. Deve ser doloroso demais pensar nisso. Mas se acha que tem algo lá, procure. Outra coisa. Não confie em ninguém. Nem em mim. Posso nem mesmo me lembrar de você no nosso próximo encontro. Se quer aliados, busque em crianças como você.
-Eu vou. Obrigada.
-Tudo bem. Mas não sou como os dessa cidade, lembre-se disso. Para me encontrar, vá até a catedral se St. Louis e fale com quem estiver lá. Você não devia se lembrar de como fazer isso.
-Claro. Obrigada assim mesmo.

Deixamos o pub. Fui direto pra casa olhar as coisas da Anikka. De fato, havia algo lá. No álbum dela, aquele clássico que acompanha desde a gravidez até a idade escolar da criança, na idade que ela teria hoje, nove meses. Deixei anotado “está na hora de compor novas canções para você”.
Seis composições novas. Letras superficiais... Ótimo! Tenho que colocar na cabeça que detetive é o meu irmão! Não faz sentido nenhum pra mim, nada!!!

Ligo pra Marrie, tiro ela da balada pra ela me ajudar a decifrar isso aqui. Mas claro, ela está completamente bêbada, não vai me ajudar em nada! Ok, deixo ela onde ela quiser, preciso pensar com clama e ela com certeza não faria isso.

Surpresa. Na porta da boate. Vejo o Henry abraçado, caminhando com uma mulher. Paro na frente deles.

-Boa noite.
Ele me olha como se não me conhecesse. A mulher quer me matar. Ele responde, surpreso:
-Boa noite... Desculpa, a gente se conhece?

Ele esta sem aliança. Parece mesmo não me reconhecer. Peço desculpas e saio de perto. Cara, eu vou MATAR o Chambers. Ligo pro Al e pergunto se ele se lembra do meu noivo. Ele ri e pergunta se eu ainda vou me casar, se briguei com o Henry. Ele se lembra. Falo que não é nada, liguei atoa e desligo. Não antes de escutar ele me perguntando se eu to usando drogas. E ele tava falando sério.

Ao que tudo indica, foi só com o Henry. Vou falar com a Amélia. Tutora dele, ela deve saber um meio de traze-lo de volta à realidade.

Eu espero...

2 comentários:

Augusto Molkov disse...

Enquete do dia:

O que é mais esperto?

Procurar o Miguel: 0%
Procurar a Amélia: 0%
Procurar a Archa: 0%
Se ferras sozinha do que má acompanhada: 100%


Huahahhauhuahuahuahua.

Lunna disse...

Vc só esqueceu de UMA coisinha:

Ser procurada por HECTOR HAGGIS: -21346516984%

DUH!
><"

Huahsuasuashuashuahsaushuahsuasuahsa

Beiujinhos!

Postar um comentário

Lembre-se antes de comentar: TODOS os fatos são fictícios e as imagens meramente ilustrativas, ok?

 

©2009 Mundo de Shantel | by TNB