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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Explicações complicadas...


Antes de sair de perto, Daniel me recomenda ficar de olho na garota, e diz que ela é perigosa. Ele vai olhar como está o engenheiro mecânico que ele encontrou e pretende que o homem nos ajude. O homem está “instalado” no contêiner onde Miguel acordou.. Ficamos apenas eu e o Sr. Hagis no contêiner. Ele não parece muito disposto a conversar, mas eu preciso saber...


-Sr. Hagis... Como pretende trazer Ascelus aqui?

-Não, Khodasevich... Eu analisei e acho que você ainda não está pronta para isso. Pode ser muito perigoso. Para você e para nós também. Melhor você se aprimorar mais antes de tomar um passo destes.


Ok, sem mais nada a dizer. O Sr. Hagis diz que vai até o convés e me pede para que olhe a Srta. Collins também. Tudo bem eu olho, mas eu não pretendo sair de perto do Aleksei.


Depois de algum tempo, escuto uma voz fraca vindo de trás de mim. Olho e vejo um homem na casa dos quarenta anos de idade, amparado por uma muleta improvisada e com alguns tubos e soros pelo corpo. Deduzo que esse é o engenheiro.


-Senhorita... Por favor...

-Sim, senhor...?

-Joseph... Estou muito assustado para ficar sozinho... Posso ficar aqui?

-Claro... É o engenheiro mecânico, certo? O que houve?

-Sim, sou eu... Um homem... Acho que é um demônio... Queria minha alma... Ele se diz médico... Você não é um também, não é? – me olha assustado.


Não posso acreditar... Daniel não faz IDEIA de nada sobre energia ainda e já esta por ai querendo fazer pactos com as pessoas normais... E se isso matar ou incapacitar essas pessoas? Maluco, sem noção... Respiro fundo e tento amenizar a situação.


-Não um demônio, mas ele também não é um. Somos pessoas com algumas... “Habilidades fora do comum” que requerem energia para serem usadas, e essa energia tem limite, acaba... Ele devia estar querendo um pouco da sua para repor a dele, mas não soube explicar.


Ele me olha bem desconfiado e não diz nada. Parece que acreditou apenas em parte, não sei dizer. E nem quero saber, já que Aleksei começa a dar sinais de estar acordando. Eu começo a passar a mão no cabelo dele, chamando.


-Al... Acorda... Já ta tudo bem, eu to aqui com você... Acorda, Mano...


Ele abre os olhos lentamente e começa a olhar em volta, meio assustado.


-Onde eu to, o que houve? To num hospital?? Fui baleado?? Cadê a Charlotte?

-Bom... Não sei como explicar. Estamos longe de casa, a Charlotte deve estar bem, e você está bem agora. Não foi baleado... Foi... Seqüestrado... – agora é a hora em que ele tem um enfarte.


Por sorte ele não tem, mas tenta se sentar mais rápido na cama, olhando assustado para mim e pro lugar.


-E você? Também foi? Onde estamos? Quem fez isso, e por quê??

-Calma, Al... Eu não fui seqüestrada... E você não vai acreditar em como eu vim parar aqui, então...

-Se você não contar não tem nem como saber se acredito ou não. – já me olha com aquela cara de bravo que eu conheço bem. Ajudando-o a se levantar, me lembro da Srta. Collins.

-Espera... Tenho que ver outra pessoa, que estava nas mesmas condições que você. – e vou até o contêiner onde ela estava, deixando meu irmão com o engenheiro.


Abro a porta e a vejo de costas, num canto do contêiner. Os cachos do cabelo louro escuro dela ainda estão impecáveis, mesmo depois de ter ficado deitada sobre eles tanto tempo. É uma mulher muito bonita, e pude notar que ela se preocupa em estar bronzeada e em manter a forma enquanto a vestia, momentos antes dela acordar (eu não ia deixar que um dos rapazes fizesse isso, já que não ia gostar se fosse eu no lugar dela). Ela percebe a entrada de luz e vira um pouco a cabeça para trás.


-Srta Collins?

-Quem é você?

-Você não me conhece. Sou Shantel Khodasevich.

-Ah... Outra Khodasevich.

-Conhece meus pais também? – surpresa, já que ela não parece ser da “geração” que conviveu com eles na cidade.

-Não... – responde, sem o mínimo esforço para esconder que mente. E ela continua. – Onde estamos? Como vim parar aqui?

- A caminho do Ártico. Não sei como você veio parar aqui, sei que foi seqüestrada. Já adianto que eu não tive nada a ver com isso, apenas resolvemos acordar você e os outros quando encontramos vocês.

-“Vocês”? Quem mais está aqui?

-Eu, Lancaster, Erick e Rodriguez, que suponho que você não conhece, e que vieram comigo. Além de nós, meu irmão, Miguel e o Sr. Hector Hagis, que estavam em contêineres como você.

-Se não foram seqüestrados também, como estão aqui?

-Um anjo nos trouxe.

-Um anjo... As crianças nem sabem onde estão se metendo... Hector e Miguel aqui? Isso vai ser interessante. – posso ver um sorriso irônico no canto dos lábios dela, já que ela ainda está de costas com o rosto pouco voltado na minha direção.

-Venha comigo, Srta. Collins. Preciso ver meu irmão.


Ela se vira e caminha até mim, calmamente e apesar de toda a situação, ela se mantém muito segura de si. Quando saímos do contêiner encontramos Lancaster, sério e tenso.


-Shantel!! Cadê o engenheiro??? Tem alguma coisa errada com ele!!!!

-Como assim, Daniel?

-O capitão matou TODO MUNDO do navio quando tava possuído por aquela coisa. Só poupou os que são nexus, mas o engenheiro disse que não era nada disso, que nem sabia o que era isso!! Porque ele estaria mentindo se não tivesse que esconder alguma coisa??

-Ele veio falar comigo, e ele ta com o... ALEKSEI!! MERDA!!


Saio correndo. PRECISO ver meu irmão.

domingo, 15 de novembro de 2009

Objetivos desconhecidos, descobertas inesperadas.


Lancaster insistia que fui eu quem havia feito aquilo, com as mãos mesmo, já que a espada me dava uma força sobrenatural, o motivo pelo qual eu cortei as dobradiças da porta daquela forma. Desiste de insistir nessa hipótese quando vê que para eu arrancar alguma parte de alguém eu precisaria usar as duas mãos, conseqüentemente, teria que largar a espada e assim me libertaria da dominação dela. Precisamos encontrar o Miguel. Eu preciso pegar a espada e a jóia. Espero que ela já esteja restaurada.

No caminho, o doutor me pergunta se eu me sinto bem, já que estou muito pálida. Digo que não e o faço me contar o que ele sabe sobre meu estado que eu não sei, já que eu notei como ele me olha desde que acordei. Ele me conta que a mulher dele tinha os mesmos sintomas que eu tinha e morreu dessa doença misteriosa. Com a diferença que ela demorou quatro semanas para chegar ao estagio que eu estava e completa dizendo que se a doença continuasse avançando com a rapidez que estava, eu tinha umas duas horas de vida. Bom... Pelo menos eu teria tempo pra salvar meu irmão. Lancaster para de andar, pensativo. Me analisa com os olhos e me diz pra eu me concentrar em curar meu sangue. Diz que antes ele não conhecia esse “lado” das coisas e acha que assim eu posso me curar mesmo que momentaneamente. Funciona. Me sinto bem melhor e eles dizem que aparentemente estou ótima. Mas a sede volta a surgir. Fraca, mas volta.

A jóia ainda está meio gelatinosa onde estava separada e já não parece uma rosa, mas vai ter que servir assim mesmo. A coloco no bolso. Com a espada enrolada no couro, vou atrás de Miguel com os rapazes.

O encontramos lutando com o capitão do navio, que há algumas horas atrás não se mantinha em pé sem apoio mas agora exibe uma agilidade e força invejáveis. Notamos que os olhos do capitão estão completamente negros. É ele quem eu tenho que deter com a pedra. Mas Daniel atira nele e o mata antes que eu faça qualquer coisa. É quando algo estranho acontece.

Da boca, olhos, nariz e ouvidos do capitão sai uma fumaça negra. Lancaster e Rodriguez saem correndo em direção aos porões onde estão os contêineres. A fumaça entra em Miguel e os olhos dele ficam negros. Erick se coloca entre mim e Miguel e é atacado.

Eu descubro apenas a lâmina da espada e a empunho na direção de Miguel, enquanto evoco o poder da jóia sem sucesso. Ele e Erick começam a brigar. Eu não entendo como o Erick consegue agüentar o Miguel, mas ele está dando conta. Acerta Miguel várias vezes, o deixando tonto. Depois de algum tempo Miguel domina a situação segurando Erick pelo pescoço. Eu evoco o poder da jóia mais uma vez, mas nada acontece. Erick luta para se libertar por alguns momentos, mas não consegue. Então escuto o pescoço dele estalar e o vejo parar de se mover. Miguel larga o corpo inerte de Erick e me olha com aqueles olhos negros. Ainda evocando a jóia e segurando a espada, tento me defender. Não quero usar a espada nele porque pode matá-lo, mas se eu usar a pedra, pode ser que ela mate apenas o que está dominando Miguel.

Ele bate com o braço na lâmina da espada e se queima muito, além de quase deslocar meu ombro já que eu não soltei a espada. Nervoso, bate o outro braço, tentando tirar a espada do caminho para me matar. Se queima de novo, tão gravemente quanto antes. Eu ainda evoco a jóia, já acreditando que ela não está em condições ainda de fazer o que ela deveria.

Nesse momento escuto tiros vindos de trás de mim, que acertam Miguel. Olho rapidamente por cima do meu ombro e vejo Lancaster com uma arma na mão, Rodriguez de olhos arregalados e Hector Hagis de expressão impassível, olhando a cena. Lancaster atira de novo e derruba Miguel. A mesma fumaça negra sai de Miguel e eu corro na direção dos três que estavam atrás de mim, na tentativa de não ser a próxima dominada por ela. Hector fecha os olhos, estende apenas os dedos na direção da fumaça e diz algo como “Retribuição”. Um raio atinge a fumaça, enfraquecendo-a. Eu paro de correr, estendo a jóia na direção da fumaça e com ela enfraquecida, o rubi faz seu trabalho. Ele emite uma luz avermelhada e a fumaça que parece ter vida, se movendo como um bicho capturado que tenta fugir é atraída para a jóia, se tornando avermelhada à medida que se aproxima até ser absorvida pela pedra, que nesse momento volta ser rígida como antes, mas que deixou de ser uma rosa.

Corremos para socorrer Erick e Miguel. Os dois estão vivos. Os acomodamos em um quarto, depois que recobram a consciência, para se recuperarem.

Explicamos ao Sr. Hagis tudo que sabemos até agora sobre estarmos ali, sobre o navio e sobre as pessoas que estão na mesma situação que ele estava. Explico a ele da outra memória em que eu o procurei e digo o motivo. Ele olha sempre com a mesma expressão altiva e inabalável, firme. Parece mesmo conhecer meus pais. Quando digo que uma das pessoas num contêiner é meu irmão, ele olha sério e nada surpreso dizendo em seguida em um tom calmo, quase entediado:

-Mais uma vez, dois Khodasevich.
-Então conhece mesmo meus pais? Eles já estiveram aqui? Bom, não aqui, mas com vocês?
-Não conheço outro casal com esse sobrenome. – ele responde, como se eu tivesse perguntado se ia chover num dia de céu carregado. Exatamente como na minha memória. Mesma personalidade.

Ele me explica em seguida que sou uma nephalin, um tipo de nexus que tem a capacidade de se lembrar de todas as vidas passadas e até de evocar habilidades delas quando necessário.

Ele diz que sabe o que estão desenterrando no Ártico. Um portal pro inferno. Cara, com a calma que ele fala parece até que estão desenterrando uma cápsula do tempo do jardim de infância de 1954. Parece que NADA é capaz de surpreendê-lo. O tipo de pessoa que tenho medo de ver realmente irritada, porque parece não sair do sério tão fácil, SE sair. Sugere que simplesmente deixemos o navio passar por cima de tudo, assim, normal. Com menos emoção ainda do que eu e o Al quando crianças, queríamos irritar um dos nossos vizinhos chatos, dizíamos: “vamos passar de bicicleta por cima daquele saco de folhas secas pra sujar todo o gramado dele de novo!”.

Ainda sem ter certeza de como impedir que desenterrem o portal, decidimos acordar a todos. Enquanto os homens saudáveis descem para adiantar o processo, vou buscar roupas quentes para meu irmão e para a mulher. Aproveito e troco as minhas por outras limpas.

Mesmo sem saber ainda se Aleksei é ou não um nexus, vamos acordá-lo. Será mais fácil mantê-lo vivo se ele estiver consciente.

Enquanto esperamos que ele acorde, Sr. Hagis me pergunta sobre a vida mais poderosa que eu me lembre. Falo um pouco sobre Ascelus. Ele me olha sério e diz:

-Então vamos ver se essa noite conseguimos trazer uma deusa à terra.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Arrumando a casa


Agora eu precisava colocar minha cabeça no lugar. Tinha que agir com calma e discretamente. Chambers queria que eu fosse até ele, senão ele simplesmente recriaria todo um mês na minha memória e eu nunca desconfiaria. Mas eu não podia fazer isso. Não agora.

Fui ao outro lado e as aranhas me ajudaram a encontrar Miguel. Contei o que houve e sutil como só ele, me sugeriu ir até o Chambers e bater nele até ele confessar, sem deixar que ele se concentre, evitando que ele me faça perder mais da minha memória. Não era bem o que eu pensava em fazer. Em último dos últimos casos, pode até servir... Não! Pára, não vou fazer isso...

Ligo pro cara que vai arrumar meu note. Ele tava numa boate, e não ia sair de lá. Disse que pagava dobrado e ele me deu o endereço. Nos encontraríamos no “escritório” dele.

Espero na porta, e ele não é lá como eu pensava. Era tanta bagunça lá dentro que eu não tinha nem onde sentar. Combinamos o preço, que ele trabalharia direto até conseguir e que nem atenderia telefonema se não fosse meu. Ele pareceu gostar do “serviço de espionagem pesada”.
Melhor assim. Era um processo químico, mas ele conseguiria salvar meus dados, só ia precisar de um HD novo, que tava incluído no preço. Preciso voltara pra casa agora.

Quando saio vejo um homem encostado no meu carro, me olhando. Devo tá muito ferrada...

-Khodasevich?
-E você quem é?
-Direta. Hector Haggis. Você me procurou há algum tempo.
-Pode até ser... Sabe, ando com a memória meio fraca. O que você quer?
-Aqui não é um bom lugar para conversarmos. Podemos ir à algum outro?

Escolho um lugar cheio, um pub ali perto. Ele vai a pé e eu de carro. Passo por ele, chego no pub, entro, e o cretino tava lá, de pé ao lado da porta, me esperando! Cara, eu tenho que rever minhas amizades... No mínimo os meus “contatos”...

Nos sentamos. E ele começa a falar muita coisa que fazia sentido.

-Você me procurou há pouco mais de duas semanas. Sabia que corria o risco de perder suas memórias, queria alguém que não estivesse no meio da guerra pra te ajudar. Um pouco mais confiável que os que estão na frente das coisas, hoje.
-O que eu te disse?
-Que sabia que seus pais tinham um segredo. As pequenas discrepâncias na historia deles, o fato de eles parecerem familiar aos antigos da cidade... Eles faziam parte da cidade há anos atrás. Desta cidade, deste grupo.
-Meus pais??? Diana Trevor Verkko e Isaack Rainer Khodasevich?
-Sim. Só conheço um casal com esses nomes. Quem mais seria?
-Mas... Então... Porque eles sempre fingem não saber de nada? Eles SABEM que isso é hereditário, porque não me ajudam?
-Porque eles não sabem... Você não está entendendo, Shantel. Eles não sabem.
-Como assim???
-Alguém não quer que a sua família se lembre quem ela é... Você de alguma forma, tem uma certa resistência à esse jogo de manipulação de memórias. Como você consegue eu não faço idéia. Mas certamente consegue.
-Eu te dei alguma pista sobre alguma coisa?
-Não a mim, e nem deixaria nada fácil demais. Se você escondeu alguma coisa, não vai encontrar nunca. Não tem algo que seja só seu?
-Sim... As coisas da minha filha...
-Você tem uma filha?
-Era pra ter... Perdi o bebê, durante um assalto.
-Não quero saber. Não precisa contar. Deve ser doloroso demais pensar nisso. Mas se acha que tem algo lá, procure. Outra coisa. Não confie em ninguém. Nem em mim. Posso nem mesmo me lembrar de você no nosso próximo encontro. Se quer aliados, busque em crianças como você.
-Eu vou. Obrigada.
-Tudo bem. Mas não sou como os dessa cidade, lembre-se disso. Para me encontrar, vá até a catedral se St. Louis e fale com quem estiver lá. Você não devia se lembrar de como fazer isso.
-Claro. Obrigada assim mesmo.

Deixamos o pub. Fui direto pra casa olhar as coisas da Anikka. De fato, havia algo lá. No álbum dela, aquele clássico que acompanha desde a gravidez até a idade escolar da criança, na idade que ela teria hoje, nove meses. Deixei anotado “está na hora de compor novas canções para você”.
Seis composições novas. Letras superficiais... Ótimo! Tenho que colocar na cabeça que detetive é o meu irmão! Não faz sentido nenhum pra mim, nada!!!

Ligo pra Marrie, tiro ela da balada pra ela me ajudar a decifrar isso aqui. Mas claro, ela está completamente bêbada, não vai me ajudar em nada! Ok, deixo ela onde ela quiser, preciso pensar com clama e ela com certeza não faria isso.

Surpresa. Na porta da boate. Vejo o Henry abraçado, caminhando com uma mulher. Paro na frente deles.

-Boa noite.
Ele me olha como se não me conhecesse. A mulher quer me matar. Ele responde, surpreso:
-Boa noite... Desculpa, a gente se conhece?

Ele esta sem aliança. Parece mesmo não me reconhecer. Peço desculpas e saio de perto. Cara, eu vou MATAR o Chambers. Ligo pro Al e pergunto se ele se lembra do meu noivo. Ele ri e pergunta se eu ainda vou me casar, se briguei com o Henry. Ele se lembra. Falo que não é nada, liguei atoa e desligo. Não antes de escutar ele me perguntando se eu to usando drogas. E ele tava falando sério.

Ao que tudo indica, foi só com o Henry. Vou falar com a Amélia. Tutora dele, ela deve saber um meio de traze-lo de volta à realidade.

Eu espero...
 

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