quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Novo velho ciclo começa se fechar mais uma vez


-O colar. Você vai colocá-lo no bolso do rapaz que estiver conversando comigo, lá fora.

-Não posso, tenho que entregar ele a uma pessoa.

-O contato que eu criei?

-Como assim?

-Diana Trevor não existe, Khodasevich. Nem Steve. Eu criei tudo na sua cabeça porque você é a única que poderia pegar essa pedra. Ninguém mais é capaz de tocá-la em segurança. Eu não posso tocá-la. Só você. Me desculpe, mas precisei fazer isso.


Chamo Steve pelo ponto. Ninguém responde. Ou mataram o Steve, ou ele ta falando a verdade. Olhando o reflexo no vidro e vendo a mim e não a Diana Trevor, acredito nele.


-Porque eu? Porque isso tudo?

-Como disse, só as descendentes da sua família tocam a pedra em segurança. Criei Diana Trevor baseada nas memórias de sua mãe, para que você fosse capaz de roubar a jóia.

-E pra quê quer a pedra?


Ele sorri, calmo.


-Nós precisamos dela. Num navio, daqui alguns meses...


Chambers me diz que eu vou entregar esse jóia ao rapaz, que vai entregá-la a um anjo, que por sua vez daria ao Daniel e enfim, o doutor a entregaria a mim de volta. Explica que somente a rosa pode acabar com um grande mal que vai estar num quebra gelo dali a alguns meses, que eu vou estar ali também. O navio vai estar a caminho do Ártico e eu não posso permitir que uma das pessoas a bordo chegue lá. Quando eu explico que isso já aconteceu, ele não entende. Eu digo que pra mim aquele dia já é passado, mas ele não presta muita atenção e volta a me dizer que eu saberei como usar a pedra, que ela saberia o que fazer quando encontrasse a pessoa sem alma que poderia causar um grande mal. Tento explicar que eu destruí a pedra, ele diz que talvez seja assim que ela vai agir. Acho que ele não ta me levando a sério... Me diz pra rezar e pedir pra encontrar a pedra, quando digo que existe a possibilidade de além dela estar quebrada, estar perdida também. Desisto. Ele me conta que eu não me lembraria nunca de nada disso, que me sentiria mal e iria para casa, depois que entregasse a pedra ao rapaz.


Ele me diz onde estão as minhas roupas de festa - exatamente as mesmas que eu usava naquele dia – sai e eu me troco. Saio da sala também, com a jóia na bolsa. Mais adiante, o vejo conversando com um rapaz que hoje eu reconheço, Henrique Rodriguez. Coloco o colar no bolso dele e ele percebe. O pavor logo passa quando Chambers diz algumas coisas e o rapaz parece esquecer o que houve.


Em segundos, começo a ficar tonta e tudo escurece. Abro os olhos e vejo paredes metálicas. A princípio me parece o hospital, mas logo reconheço a enfermaria do navio.


Não faço idéia de quanto tempo eu fiquei desacordada. Arranco a agulha do soro. Ainda me sinto muito mal, enjoada, corpo fraco, mas tenho que dar um jeito de recuperar a pedra.


Desço até os porões do navio. Já não fico tão feliz em ver que as pessoas estão vivas, já que uma delas pode ser quem vai nos colocar em risco. Não tão bem quanto antes, mas vivas, ao menos. Encontro apenas o cordão de ouro, mas não a pedra. A espada está bem longe de onde devia estar, e o case de couro sem a madeira de sustentação, só o couro mesmo, mole. Uso isso pra enrolar a espada, sem tocar nela. Eu não a sinto quente, mas ela está. Não que eu a tenha tocado diretamente, mas posso sentir através do couro uma temperatura normal, mesmo notando que o couro esta ate ficando marcado por ela. Vou procurar os rapazes e ver se alguém esta com as pedras, já que até onde eu me lembre, ela foi divida em duas.


Encontro Lancaster, que me diz que destruiu a pedra na caldeira do navio. Vou até a sala indicada e nem sinal da pedra dentro da caldeira. Uso um atiçador para achar algo debaixo das cinzas e nada. A pedra era resistente demais, a caldeira não seria suficiente para destruí-la. Vou atrás deles de novo. Encontro Erick e Rodriguez conversando e parecem surpresos ao me ver. Não sabem da pedra. Os dois estão feridos, Erick no pé e perna, Rodriguez nas mãos, quando tentaram tocar a espada. Vou falar com Lancaster de novo. Dessa vez ele está com Miguel. Pergunto sobre a pedra, Lancaster reafirma que foi destruída. Eu digo que não, quando Miguel o pergunta o motivo de esconder a pedra de mim. Cretino. Peço que Daniel me devolva a pedra ele se nega. Insisto e ele nega mais uma vez e pergunta por que eu a quero de volta. Quando penso em obrigá-lo a me devolver, Miguel se mete:


-Pára com isso, dá a pedra pra guria. – muito mais em tom de sugestão que de ameaça, mas vindo de quem veio não parece sensato contrariar e recebo as duas metades de volta.


Pego todas as minhas coisas no carro de Lancaster e me instalo em um dos quartos, o primeiro que eu encontro. Erick, Rodriguez e Lancaster ficam na porta já que me tranco lá dentro, perguntando o que eu vou fazer. Lancaster anda me olhando bem estranho, mas não me importo.


Com a empunhadura da espada ainda enrolada no couro, a firmo com a lâmina na vertical usando minhas pernas e o chão de apoio. Se a espada está quente assim e é um item mágico, pode ser que seu calor “solde” a pedra. Mas não... Parecem imas de pólos iguais, mas muito mais fortes. Não consigo aproximar e o atrito invisível é tão forte que chega a soltar faísca no ar. Mas eu insisto e forço. Uma pequena explosão acontece. Nada se destrói a não ser meu rosto. Fico toda queimada. Muito bom. Nem assim a pedra volta a ser uma só. Preciso pesar em outra coisa...


Erick ainda está na porta do quarto quando eu saio. Com calma, me pergunta o que está havendo. Conto a ele que alguém ali dentro vai colocar a todos nós em risco, que só a pedra teria a capacidade de impedir isso e como eu sei disso. Ele me pergunta o que houve comigo e me explica que os nexus conseguem concentrar a energia para se curar, exatamente assim, se concentrando e mandando a energia pro ferimento para que ela o cure. Ele me mostra a perna que antes estava completamente queimada, em perfeito estado. Eu tento uma vez, duas, mas só na terceira consigo algum resultado, ainda não suficiente. Erick explica que é mais fácil aprender quando nossa vida depende disso, que é normal não conseguir nas primeiras vezes e que cada vez que fazemos isso, consumimos energia que não se renova, então, o uso freqüente causa a “sede” de energia. E me sugere ir falar com Miguel sobre a pedra, sem dar a ele meus motivos.


Vou falar com Miguel. Ele me explica melhor sobre a sede e como obter mais energia, e isso não me deixa feliz. Somente em locais específicos é possível obter essa energia, e mesmo assim, esses locais têm um limite e precisam de algum tempo para de recarregarem. Fora isso, só fazendo pactos com as pessoas, pedindo a energia delas em troca do que elas quiserem. Podemos recusar o que elas pedem, mas não podemos obrigá-las a nos ajudar. Quanto à pedra, ele sugere que a deixe imersa em sangue. Sem idéia melhor, corto meu pulso e deixo o sangue correr dentro de um pequeno copo onde estão as duas metades da rosa. Tonta e com o sangue no copo já cobrindo as pedras, hora de aprender mesmo a habilidade. Fazendo pressão no corte, me concentro. Espero não falhar dessa vez.

2 comentários:

Augusto Molkov disse...

Oia, eu não tinha lembrado de "sumir" com o Steve também... rs.

Lunna disse...

Ué, mas a parte em q a Shan chama ele pelo ponto e ele não responde foi jogada!!

Huahsuahuah

Beijinhos!

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