
Já havia alguns dias que eu não ia sem querer para o outro lado. Estava bom demais pra ser verdade...
Durante um sonho Jonothan me manda acordar e sair dali com Henry, porque algo estava vindo atrás de nós e ele não sabia o que era. Sem discutir acordei e chamei o Henry, disse que precisava ir ao hospital, que estava passando mal. Ele se levantou na hora, pronto a me ajudar. Então eu percebi que estava do outro lado. É ate fácil perceber quando você já sabe que pode acontecer. As cores primárias somem, parece que tudo fica meio nebuloso... Além do fato de que você deixa de ver qualquer outra pessoa que esteja com você.
Ótimo. Pedi ao Henry que me ajudasse a andar pois estava tonta. Claro, ele foi solicito, embora eu não pudesse vê-lo. Nesse instante escuto um enorme estrondo do lado de fora do loft. Não podia deixar ele correr o risco. Disse a ele que ficasse ali, que eu precisava respirar e saí. Vi aquela mesma mulher atacando o homem de olhos claros. Ele já estava quase morto, com o abdômem aberto, se esvaindo em sangue. A mulher lambia suas mãos sujas do sangue do homem como um gato depois de comer algo que ele gosta. Me olhou e disse com uma voz quase gutural: “Obstáculo...”. Passou a garra no ar, e como rasgasse a realidade, uma fenda se abriu ali e ela entrou, fazendo com que aquela abertura se fechasse quase instantaneamente.
Corri até o homem, tentando ajuda-lo de alguma forma. Ele ainda estava vivo. Quando toquei nele para tentar estancar o sangue (embora não soubesse nem por onde começar) ele me disse:
-Não adianta, este hospedeiro já não me serve mais. Preciso de outro. Tentei cumprir minha missão e cuidar de você, mas ela foi mais forte. Tome cuidado com ela, ela vai fazer tudo para estragar seu destino...
-Quê??? Como assim, quem é você??? Um anjo?? MEU anjo?
Mas ele não teve tempo de me responder. Um clarão semelhante ao que eu havia visto da primeira vez que ele apareceu se formou e ele desapareceu. Ele havia me mandado de volta ao meu mundo.
A tempo de ouvir Henry gritar.
Corri para dentro de casa, e vejo aquela mulher arrancando um pedaço do braço do meu noivo numa mordida maior que a do Baruk. Sem pensar, agarro a gola da blusa de couro, o cós da calça dela e a jogo contra a parede. Henry está com uma ferida bem grande. Mando ele sair mas ele diz que não vai me deixar sozinha com aquilo. Quando ela se prepara para me atacar, Miguel aparece do nada por uma fenda como a que ela usou pra sumir antes e joga ela lá pra dentro.
-Agora é comigo, guria. Se cuida. E cuida dele. - e some por onde veio.
-Que MERDA é essa, Shan? Quem eram eles? O que que tá acontecendo aqui???
-Entra no carro, no caminho te explico. Vamos pro hospital.
No caminho conto tudo para ele. Fazer o quê, tinham enfiado ele no meio da bagunça, agora eu precisava ao menos dar uma direção a ele.
-Que MERDA é essa, Shan? Quem eram eles? O que que tá acontecendo aqui???
-Entra no carro, no caminho te explico. Vamos pro hospital.
No caminho conto tudo para ele. Fazer o quê, tinham enfiado ele no meio da bagunça, agora eu precisava ao menos dar uma direção a ele.
O único lugar pra onde eu poderia leva-lo sem ter que dar muitas explicações era pro hospital do doutor maluco... E pior: rezar pra que fosse ele que nos atendesse...

2 comentários:
To ficando impressionado com sua memória de alguns detalhes. Eu normalmente acho e narro partindo do presuposto que vocês se esquecem de tudo. (Fora é claro das coisas que eu esqueci e você tá me lembrando! rs rs rs).
Aushaushuash!
Eu tento, né?
Beijinhos!
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