quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Gêmeos bons, gêmeos maus, confusão sempre...




Dessa vez eu e o Henry saímos para correr de verdade. Depois do exercício, dou a desculpa de que preciso olhar alguns preparativos para o casamento e saio direto para o hospital.

Enquanto pergunto pra recepcionista sobre o doutor Lancaster, a doutora Lancaster me aborda. Acho que houve algum engano. Ela me leva até a sala dela. Depois de me apresentar e dizer o motivo de eu estar ali, ela surpreendentemente me leva até os arquivos e me mostra a ficha do cara! Com certeza foi o wisky que ela bebeu enquanto conversávamos. Aquilo era contra a lei! Mas ok, o tal cara existia mesmo, tinha um irmão gêmeo e eu agora precisava anotar o endereço dele.

Do nada a mulher simplesmente me dá um tapa! Maluca! Empurro ela pra longe, mas ela volta e me dá outro tapa, dizendo que eu era uma vergonha para os nexos.
Nexos?? Que nexos, sua doida?? Aquilo que você perdeu?
Dou um soco nela e saio correndo dali. O processo por agressão ao bandido que matou minha filha ainda tá correndo, eu não posso me meter em confusão. Claro, ele mata a minha filha e eu sou processada... Enfim...

Na saída apressada, trombo com um cara que devia ser irmão gêmeo daquela maluca. Ele diz que é o doutor Lancaster e que a tal mulher não existe. Depois de averiguar as fitas de segurança onde eu andava SOZINHA pelo hospital até a sala dela e depois até a sala de arquivo, ele acredita em mim e me leva até a sala dele. A mesma da maluca.

Mais uma vez, explico a ele o motivo de eu estar ali e conto que a outra já havia me dito tudo sobre o caso da noite anterior. Ele diz que me daria o endereço, desde que fosse comigo. Depois de tudo, já não me assustava com mais nada. Ele também devia estar curioso com a recuperação relâmpago do tal cara.

Ele no carro dele, eu na minha moto, chegamos ao endereço. Um ferro velho, AC/DC tocando bem alto. Bom, comecei a gostar dos caras. Um deles tá debaixo de uma pick-up. Ele sai, me olha de cima a baixo e se apresenta como Jack Manson. Diz que o irmão, Stuart, estava em observação em algum outro hospital, devido aos cortes profundos que sofreu. Mas parece que ele realmente se recupera rápido, porque chegou lá depois de alguns minutos. E acho que nem clones seriam tão iguais.

O dr. Lancaster não cansava de afirmar que havia algo errado e os gêmeos (que diga-se de passagem, que dupla! Se eu não fosse noiva, estaria no céu) insistiam em dizer que estavam bem e que o doutor havia se enganado.

Claro que com meu jeitinho, convenço um deles a me mostrar as cicatrizes. Me pareceram mais abertos à questão quando disse que Jonothan havia me pedido para entrar em contato com eles. Longe do dr. Lancaster, o que dizia ser Stuart me mostra o corpo livre de marcas e explica que é uma habilidade que ele e o irmão tem. Enquanto um estiver bem, o outro fica também. Mas me pede discrição, não quer que ninguém mais saiba. Quando saímos, confirmei os cortes, disse que ele estava cheio de pontos, mas o doutor não acreditou em mim.

Foi quando o doutor surtou. Simplesmente tirou um bisturi do bolso e cortou o cara! Assim, do nada, pra provar que ele estava certo e os gêmeos podiam se curar instantaneamente. Ainda reclamou quando levou um soco na boca. Eu tive que imobiliza-lo e me meter no meio deles de costas, enquanto segurava o doutor, mandando parar com a bagunça. Ainda bem que me escutaram.

O gêmeo machucado foi para o carro enquanto o outro me pedia para tirar meu amigo maluco dali para que ele pudesse levar o irmão para o hospital. Consigo colocar o doutor no carro que insistia que não sairia dali enquanto eu não fosse, porque ele tinha que me proteger. Que cara estranho!

Fui até o carro onde estava o gêmeo com o braço enfaixado e peço para ver o corte. E já não tinha mais nada ali além da mancha de sangue no tecido que envolvia o lugar. Prometi não contar. Ele mandou lembranças ao Jonothan e me disse que ele era um cara legal. Mas me advertiu que eu estava entrando em terreno perigoso, que era pra ter muita certeza do que estava fazendo.
Fomos embora dali, o doutor me seguindo de carro até o momento em que eu fui para a minha casa e ele voltou para o hospital.

Ok, Jonothan... Você tinha razão... Mas o que eu tenho a ver com tudo isso???

2 comentários:

Augusto Molkov disse...

Olha... a foto dos super gemeos... sabe... não fica... assim, sei lá... u.u

Esse post é especial pro Lucas. Ele vai encher-se de argumentos para explicar os nobres motivos para a "bisturizada".

Lunna disse...

Eu sei, mas não podia perder a piada!
Hahahaha

Lucas, sinta-se à vontade para justificar seus atos aqui. Se quiser, publico um post seu, se explicando. Ou tentando... Hehehehehe

Eu nem tento mais justificar minha garfada na perna. Como isso foi em oooooooutra crônica, fica só a curiosidade agora...

Lembrando que qualquer post aqui sobre isso será sumariamente deletado!
auhsaushuahsa

Brincadeira!!

Beijinhos!
Huashaushauhsauhsuahsua

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